Igreja ou Palanque?

Estamos em um ano eleitoral, aquele ano onde a maioria dos brasileiros já sabe que vai ter que desligar a televisão quando começar o horário político não é mesmo?

Porém o que nos chama a atenção é como os olhos dos políticos estão voltados para a 'eleita do senhor', a igreja e não é por menos, os evangélicos representam 1/4 do eleitorado brasileiro. Seja em eleição municipal ou para presidentes, o fato é que tem se tornado comum a abertura de espaços, durante os cultos, para deixar candidatos usarem o microfone e pedirem, em certos casos implorarem por votos.

Sabemos que esse assunto divide opiniões, uns apoiam por assim dizer 'eles vão ajudar a igreja e vão impedir que sejam aprovadas leis como as que apoiam o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo'. Por um outro lado, existem muitas pessoas que acreditam que igreja não é lugar de política e que a atual situação já passou dos limites.

Pois bem para começar, vamos recorrer ao que diz a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TRE):

Em se tratando de BEM PARTICULAR AO QUAL A POPULAÇÃO TEM ACESSO, tais como: cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, igrejas, ginásios, estádios, são considerados, para fins eleitorais, bens de uso comum e, portanto, nos mesmos é vedada a veiculação de qualquer propaganda eleitoral (Res. TSE nº 22.158/06, art. 9º, § 2°).

Vamos acompanhar um caso de espaço para candidato falar nas igrejas:
(Na época pré- Candidato pedindo votos durante o congresso Gideões Missionários da Ultima Hora edição 2010)

OPINIÃO DO OLHAR PENTECOSTAL:

Sabemos que esse ano, mais uma vez, devemos exercer a nossa cidadania, votando naqueles que irão nos representar no congresso nacional.

O que queremos dizer como essa postagem é que nós, evangélicos, precisamos SIM votar em candidatos cristãos que possam lutar pelos nossos valores, digo valores bíblicos, estabelecidos por Deus, isso é fato.

O que não concordamos é como isso é feito, colocando candidatos no meio de uma celebração religiosa, na qual o objetivo era adorar a Deus e fazer com que almas viessem aos pés do Senhor. Vemos ai uma inversão de valores e NÃO concordamos.

Acreditamos que a maneira correta de tratar política na igreja seria instruir, em um culto específico para membros, e deixá-los cientesda nossa responsabilidade de eleger pessoas que pensem como nós. Mas para isso não precisamos citar nomes, muito menos partidos e tão menos ainda dar espaço para esses candidatos.

Queremos uma conscientização à esse modo, confiram:

Essa postagem representa, intimamente, a opinião de seu gerenciador , Tiago Terciotty. membro da Assembléia de Deus há 20 anos.

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