Livros cristãos de autoajuda como “A Cabana” são sucessos de vendas
Eles constituem um fenômeno editorial. Basta uma espiadela rápida em qualquer lista de livros mais vendidos – de livrarias a revistas semanais – para checar que eles são campeões de vendas. Bons exemplos são “O Monge e o Executivo”, de James Hunter, e “A Cabana”, de William Paul Young. Até dezembro de 2009, ambos tinham vendido cerca de 3,5 milhões e 11 milhões, respectivamente, em todo o mundo. A crítica e a elite intelectualizada podem até torcer o nariz, mas os títulos de autoajuda têm lugar cativo entre os leitores brasileiros. Razões não faltam, mas entre elas estão o preço, mais em conta do que um título de literatura convencional (ou “séria”, como dizem os inimigos do tema), e a variedade de assuntos: há obras para lidar com perdas, agarrar marido, recuperar a fé, ganhar mais dinheiro , educar os filhos, vencer a depressão, conviver com gente difícil… Para a psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira, de São Paul...