Quando o Gospel era só o Gospel

Quem acompanha a música gospel há bastante tempo deve se recordar da época em que a música gospel era apenas a música gospel, digo isso levando em consideração as transformações que esse estilo musical sofreu nos últimos anos, deixando de ser um estilo e passando a ser um estilo com vários estilos.

Há uns 10 anos atrás a música gospel era a famosa 'música de crente', ou seja, um gênero pouco apreciado e que só tinha repercussão dentro das quatro paredes da igreja. Os cantores desse tempo gravavam CDs e os que alcançavam o sucesso eram cantados de norte a sul do país, sem preconceitos e com o íntimo desejo de adorar.

Os tempos passaram e a música gospel foi ganhando espaço e, junto dessa expansão vieram as subdivisões do estilo. O estilo único deu origem a vários outros e hoje além do nome 'Gospel' incluíram uma outra palavra dando origem a; Gospel Adoraração, Gospel Pentecostal, Gospel pop rock, Gospel Funk, Sertanejo Gospel e mais recentemente o Sertanejo Universitário dentro do gospel, além de outros.

Essa segmentação da música gospel, acredito, que se deu pelas mudanças internas das igrejas que antes eram poucas denominações e todas eram mais parecidas. Os usos e costumes foram se alterando e as próprias igrejas se distanciando uma do estilo da outra. Aí o estilo adoração ficou com a cara da Batista, Presbiteriana e outras e o estilo Pentecostal ficou com a Assembléia de Deus e outras que se denominam assim -  e desta forma o estilo dos novos 'crentes' moldava qual estilo musical eles seguiriam.

Para outros os estilos foram se diversificando para atrair novos fiéis. Seria mais ou menos assim, o novo estilo faria com que a pessoa descrente se convertesse porque continuaria ouvindo e cantando aquele estilo, só que dentro da igreja. Essa foi a explicação de Marina de Oliveira ao lançar o primeiro CD Remix MK, segundo ela só nesse formato discos evangélicos poderiam alcançar pessoas que curtem esse som. Esse tipo de CD entraria com mais facilidade nas favelas abrangendo muitas pessoas e até mesmo traficantes e outros 'inalcançáveis' pela música comum fazendo assim um trabalho de evangelização diferenciado. Marina disse que essa seria uma semente plantada que daria frutos. Na teoria isso é muito bonito, mas na prática até quem vive em favelas criticou o estilo (já nas igrejas o remix fez o maior sucesso).

Contudo, sei que dificilmente voltaremos a ter um estilo unificado e a tendência é que, cada vez mais, o povo vá se setorizando e se tornando seletivo dentro desse estilo.

O que vai ficar na memória são aqueles tempos em que todos, de todas as igrejas cantavam os mesmos louvores, como esses ai embaixo, confira:
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6 comentários

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Anônimo
23/9/12 11:26 AM ×

Deus dos deuses, palavras

Balas
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Tiago
23/9/12 11:32 AM ×

Acho q esse tempo passou sinto muita falta acho q é tempo de renovar, romper as paredes da igreja e invadir o mundo, afinal Deus quer q todo mundo seja salvo acho q essas novas 'estratégias' são pra alcançar os que estão precisando de Deus.

Balas
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23/9/12 9:47 PM ×

Realmente, a música gospel evoluiu, e essa evolução pode ser encarada de diversos ângulos. Claro que há o lado ruim, mas creio eu que há mais aspectos positivos que negativos nisso. Penso que essa ideia de uniformidade evangélica esteja um tanto quanto superada. Não sei se essa diversidade de novos estilos seja justificado dentro dessa visão da Marina, pelo contrário, vejo que muitos que antes eram músicos seculares, vieram para as igrejas e trouxeram consigo suas influências musicais. Felipão (forró), Ao Cubo (rap), entre outros inúmeros. Apesar do saudosismo, penso que o principal da música gospel esteja em letras profundas e verdeiras, aliadas a uma adoração verdadeira e vivida por quem adora.

Balas
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admin
24/9/12 8:05 AM ×

AS IGREJAS DEIXARAM SE INFLUENCIAR PELO MUNDO SENDO QUE DEVIRIA OCORRER O CONTRÁRIO... ESTÃO PREOCUPADA COM QUANTIDADE SENDO QUE DEUS SE PREOCUPA EM RECEBER ADORAÇÃO DE VERDADEIROS ADORADORES QUE DEIXAM O SENHOR TRABALHAR EM SUAS VIDAS... O SENHOR DIZ: VENHA COMO ESTÁS E NÃO PERMANEÇA COMO ESTÁS... ACREDITO QUE SE EU COLOCO FUNK POR EXEMPLO EM MINHA IGREJA PARA AGRADAR E ATRAIR AS PESSOAS, ESTOU IMPEDINDO QUE O SENHOR TRANSFORME SUAS VIDAS, POIS ELAS ACHARÃO NORMAL E CONTINUARÃO VIVENDO ASSIM... NÃO CONSIGO VER FUNK, ROCK, REMIX, ETC, COMO VERDADEIRA ADORAÇÃO ONDE SE PODE ADORAR O SENHOR EM ESPIRITO E EM VERDADE. DEUS ABENÇOE...

Balas
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24/9/12 10:14 PM ×

Bom só pra começar, derrubando esse discurso de que "os ritmos distintos não louvam ao Senhor os pentecostais" (público que tem a maior resistência nesse tema) já deveriam se explicar sobre os "corinhos de fogo": qualquer um sabe que a maioria deles não passa de forró gospel.

Cada lugar/denominação/etc transforma em música gospel os ritmos que já são próprios da sua localidade e cultura.

O que realmente faz falta não são os ritmos e sim a falta de espiritualidade e counteúdo bíblico em boa parte das letras atuais, a maioria hoje em dia fala mais em exaltação humana ou só fica no ''eu te amo, eu te adoro''. Porém ainda há muitos cantores que se destacam nesse quesito.

No estilo pop/adoração uma das cantoras que mais provam que usar ritmos provenientes de culturas distintas não significa perder a espiritualidade é sem dúvidas a Fernanda Brum:

Eu vou = ritmo africano, porém com uma letra que enfatiza a verdadeira missão da igreja que é levar o evangelho as 4 nações.
Cura-me = baseado no rock, é uma das primeiras músicas que aborda o tema de cura interior por completo.
Aborto não = esqueci o nome do estilo rs, mas nem preciso dizer sobre essa né.
Pavão-pavaozinho= pagode ou samba+rock+rap+ritmos baianos música que aborda o hipocresia da realidade política no Brasil que esquece da camada que mais precisa de ajuda.

Tem certeza que o problema é o uso de ritmos? Claro que algo está faltando na maioria das músicas atuais, mas não é o ritmo e sim a falta de palavra e espiritualidade dos levistas.

Balas
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admin

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